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ESCOLA MUNICIPAL DE PINHEIRO REALIZA AÇÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

23 de novembro de 2018

A tarde do último dia 20 foi de reflexão, aprendizado e muita emoção, a escola Noeme, localizada no povoado Estrela, realizou uma ação de extrema relevância, uma tarde de conscientização sobre o autismo. O Autismo é um transtorno de desenvolvimento que geralmente aparece nos três primeiros anos de vida e compromete as habilidades de comunicação e interação social. Então entender sobre o assunto é importante, estiveram presentes na ação os pais dos alunos, que integram a comunidade, eles tiveram a oportunidade de aprender mais sobre o autismo e tirar dúvidas.

Também conhecido como Transtorno do Espectro Autista, essa doença é caracterizada pela presença de “Déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos, atualmente ou por história prévia”.
A escola Noeme possui um aluno diagnosticado com Autismo, o Miguel, então, o objetivo central da ação foi conscientizar a todos, dar a oportunidade de conhecer melhor os desafios enfrentados por pais, professores e alunos para promover um convívio de inclusão.

A palestra foi ministrada pela professora, Flavia Regina N. dos Santos, teve colaboração da coordenadora da educação especial, Aline Paula Gomes Lopes e da coordenadora da própria escola, Maria José Carvalho Mendonça. A tarde se encerrou com a leitura de um texto produzido por Celiane Costa Soares, mãe do Miguel, com a intenção de relatar o que é para ela, como mãe, ter um filho autista, um relato de suas lutas, alegrias e tristezas, palavras cheias de sentimento que emocionou a todos.

Leia o texto emocionante da mãe do aluno:

Sobre o AUTISMO COMUNIDADE E A ESCOLA

O Miguel não tem problemas mentais, não é doentinho, não que eu não queira admitir isso, pois se fosse seria amado do mesmo jeito. Ele é autista!
O Miguel antes de ser AUTISTA é criança como o seu filho, é cheio de energia, amável, carinhoso, é educado e precisa de direcionamento para evoluir.
Não precisa saber sobre autismo, ser Doutor, é preciso apenas compreender e respeitar que todos nós somos diferentes!
É preciso sempre que eu pare, que você pare e que a gente se coloque no lugar do outro.
E fica a pergunta: E se fosse com você? Como gostaria de ser tratado?
Antes do Miguel eu também pensava que isso não era “problema “ meu.
Dizer que bonitinho, que fofinho, passar a mão na cabeça, NÃO RESOLVE, NÃO AJUDA!!
Ser mãe do Miguel é ter muitas dúvidas, é chorar de desespero, mas ACIMA de tudo é alegria, luta e ORGULHO! Tenho muito orgulho do meu filho!!
Toda vez que o Miguel “bate” no seu filho, acredite, dói mais em mim, porque essa cicatriz fica na minha alma!
Quando “bate” é uma forma de se comunicar, errada, mas é comunicação e eu preciso de você do seu filho para que ensine a ele o correto.
Agradeço a mãe que diz: “ Quando Miguel te bater, bate nele de volta”, e a criança chega e dar ao Miguel carinho, amor e respeito. Isso prova o quanto elas são superiores a nós, e mostra que devemos calar e aprender com as crianças, elas nos ensinam mais.
Agradeço a mãe que veio a escola reclamar que Miguel bateu em seu filho, quando na verdade ele não bateu! Isso me fortalece a ensinar sempre o melhor para o meu filho, e me mostra o quanto ele é superior.
Ensino para que ele lide melhor com essas diferenças.
Agradeço ao vizinho que faz o balançinho no seu quintal, porque o Miguel prefere brincar no quintal desse vizinho.
Agradeço ao tio que interrompe o seu trabalho, e pára só atender o pedido do Miguel para andar em seu cavalo, ao tio que passa na porta e diz: Bom dia, Miguel! Cadê seu avô?
Agradeço ao Tio que corta o cabelo, que demanda uma hora do seu tempo, levando muitos chutes e mesmo assim se resume em amor, paciência e compreensão.
Ao padeiro que entrega o pão e recebe o pagamento sempre do Miguel, porque ele faz questão.
Ao sorveteiro que nem sabe o meu nome, mas sempre para e entrega o sorvete ao Miguel, mesmo se eu não estiver por perto para fazer o pagamento, pois sabe que se não fizer será uma frustração para o Miguel.
Ao vendedor de peixe que também nem fala comigo, que passa e diz: ‘E aí, seu Miguel?!
A “mãe Dete “ (merendeira da escola), que aceita ficar de castigo todas as manhas, porque Miguel sabe que ela quem abriu a porta para eu sair da escola, e ainda assim é só amor por ele e capricha na macarronada que é o prato favorito do Miguel.
A Flávia (professora) que já levou muitos empurrões, muitos beliscões, e ainda sim vê no Miguel sensibilidade, carinho, e amor no Miguel, e não consegue vê-lo de outra forma, e todos os dias luta comigo, de domingo a domingo! Seja presencial ou virtualmente.
Agradeço ao “TATÁ”, amiguinho da escola que me ajuda todos os dias a trazer o Miguel para dentro da sala de aula, as tardes que faz Miguel feliz ao passar na nossa casa para convidar para o passeio de bicicleta…
Ao Amiguinho que faz o barquinho de papel, que faz desenhos para presenteá-lo, ao amiguinho que age naturalmente diante das estereotipias e a torna em brincadeira, para felicidade do Miguel. Agradeço a toda comunidade porque o apoio é bem maior que as críticas.
Tudo que cada um faz por meu filho é o que ele se torna a cada dia!
Aos avós, a DEUS TODA GRATIDÃO !!!

Por:CELIANE SOARES

É a prefeitura de Pinheiro e Secretaria de Educação construindo uma nova história.

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